PL conseguiu eleger cinco governadores no primeiro turno contra apenas dois do PT
A polarização política do Brasil é vista em números e imagens. Com 99,99% das urnas apuradas, o mapa mostra que Flávio Bolsonaro, que recebeu 47,03% dos votos, venceu em todos os Estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Lula foi melhor no Nordeste e conseguiu ser mais votados em algumas localidades do Norte.
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Ao todo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro venceu em 15 Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Tocantins, Tocantis e Rondônia.
Já Lula foi mais votado na Bahia, Sergipe, Alagoas, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará, Amazonas, Paraíba, Piauí e Maranhã.
O resultado mostra que Flávio conseguiu reverter a vantagem de Lula em Minas Gerais e no Tocantins, onde o petista saiu vencedor há quatro anos. O estado mineiro é particularmente importante, não por ser um dos maiores colegios eleitorais, mas por carregar a fama de ser decisivo para um candidato. Quem vence em Minas, acaba levando a eleição.
A analista política Raquel Alves, BMJ Consultoria, lembra que Lula fechou o primeiro turno há quatro com 600 mil votos a mais que Bolsonaro na região, mas agora, em 2026, o cenário é outro, Flávio é quem pouco mais de 600 mil votos que ele em Minas Gerais.
"É um impacto muito mais forte para o presidente Lula na campanha da reeleição. Beneficia o Flávio um cenário onde ele fica aparecendo como franco favorito e facilita estruturalmente articulações para o segundo turno", analisa.
Além de Minas, Flávio também levou melhor em São Paulo e no Rio de Janeiro. Lula só conseguiu manter a Bahia entre os maiores colégios. "No primeiro turno, o Centrão ficou neutro. Agora, no segundo turno, o Centrão gosta do cheiro da vitória, de estar ao lado daqueles que vencem e gosta de ficar ao lado dos que vão vencer", projeta Raquel.
Entre os 20 candidatos a governador eleitos, cinco pertencem ao PL de Flávio Bolsonaro: Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Sergio Moro no Paraná, Arthur Henrique em Roraima e Marcos Rogério em Rondônia.
Além disso, outros cinco candidatos declararam apoio ao presidenciável no primeiro turno: Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais e Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso, Dr. Daniel (Podemos) no Pará, e Eduardo Riedel (Progressistas) no Mato Grosso do Sul.
Do PT, foram eleitos no primeiro turno Jerônimo Rodrigues na Bahia e Rafael Fonteles no Piauí. Lula também deve contar com outros dois candidatos que o apoiaram no primeiro turno: Fábio Mitidieri em Sergipe (PSD) e Lucas Ribeiro (Progressistas) na Paraíba.
No caso de São Paulo, por exemplo, considerado decisivo pelos candidatos à Presidência, a expectativa da campanha de Flávio Bolsonaro é que, com o resultado do primeiro turno, o governador reeleito, Tarcísio de Freitas, se empenhe mais na disputa presidencial, participando de atos de campanha e dando mais demonstrações de apoio nas redes. Durante a campanha, Tarcísio não usou o presidenciável como peça central de sua propaganda eleitoral, por exemplo.
Em Minas Gerais o cenário é parecido. Cleitinho (Republicanos), que apoia Flávio Bolsonaro, superou Patrus Ananias (PT) no primeiro turno. Agora, o PT também fica sem palanque no Estado.
Entre os sete Estados em que haverá segundo turno, apenas três têm palanques garantidos para Flávio e Lula. O candidato do PL é apoiado por Professora Maria do Carmo (PL) no Amazonas, por Celina Leão (Progressistas) no Distrito Federal e por Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro. O petista recebeu os apoios de Omar Aziz (PSD) no Amazonas, de Leandro Grass (PT) no Distrito Federal e de Douglas Ruas (PL) no Rio. No caso do Rio, porém, a realização ou não do segundo turno ainda depende de decisão judicial sobre os votos de Anthony Garotinho.
No Acre, os dois candidatos apoiam Flávio: Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos). No Espírito Santo, Leando Pazolini (Republicanos) também esteve com o senador do PL no primeiro turno, enquanto seu adversário, Ricardo Ferraço (MDB), se manteve neutro.
No Rio Grande do Norte, a situação se inverte. Enquanto Allysson Bezerra (União) se manteve neutro, Cadu de Lula (PT) apoiou o atual presidente. No Tocantins, Professora Dorinha e Vicentinho Júnior também se mantiveram neutros. (*Com informações do Estadão Conteúdo)
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