Robert Pattinson, 40, seguiu um caminho pouco óbvio para se tornar uma das grandes estrelas de Hollywood. Enquanto Tom Cruise, 64, ainda encarna o modelo clássico do astro capaz de carregar uma superprodução apenas com o próprio nome, categoria em que também cabem Brad Pitt, 62, e Julia Roberts, 58, Pattinson construiu seu lugar quase pelo avesso.
Em vez de preservar a imagem de galã que ganhou com a saga Crepúsculo, passou anos tentando desmontá-la.Assim que a franquia chegou ao fim, em 2012, o ator mergulhou em produções menores e personagens cada vez menos sedutores. Foi um neurótico T.E. Lawrence em A Rainha do Deserto, de Werner Herzog; um criminoso à deriva em Bom Comportamento, dos irmãos Safdie; o ajudante recluso de um explorador em A Cidade Perdida de Z, de James Gray; e um homem embrutecido em O Farol, de Robert Eggers.
A estratégia parecia clara: desaparecer dentro dos papéis antes de voltar a ocupar o centro de Hollywood.O retorno às grandes produções também escapou do roteiro tradicional. Primeiro veio Tenet, de Christopher Nolan, e só depois o mergulho definitivo em uma franquia com The Batman.
Pattinson chegou novamente ao posto de protagonista de blockbuster sem abandonar a estranheza que marcou a fase independente.Em 2026, essa combinação aparece em três personagens bastante diferentes e cada vez mais sombrios. Em The Drama, interpreta um noivo à beira de um colapso antes do casamento; em A Odisseia, vive um pretendente de caráter perverso; e, em Primetime, um jornalista consumido pela busca por audiência.
Se Cruise representa o astro que permanece reconhecível mesmo diante de explosões, aviões e missões impossíveis, Pattinson construiu seu estrelato pela capacidade de parecer cada vez menos com a ideia tradicional de um mocinho. É, nesse sentido, uma espécie de anti-Cruise.Agora a coluna GENTE também está no Instagram.
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